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| Frio, escuro e molhado: razões para apanhar o autocarro? |
E então, quem é que ainda não apanhou uma molha este ano? Ninguém levanta o braço? Não? Pois, o tempo tem estado bom para as couves e as laranjas, mas um pouco mais complicado para o ciclista urbano. Apesar disso, ou é impressão minha ou há muito mais pessoal a pedalar pelo inverno adentro do que aquilo que é costume.
Por exemplo, esta altura do campeonato, há um ano ou dois atrás, o estacionamento da minha faculdade já estaria deserto. Só a Grande Marmota Ciclista que está no Céu saberá se é por causa da crise, ou se será para irritar o Reichfuürer Barbosa, mas aquilo este ano tem estado muito mais compostinho. Hoje por exemplo, um dia de chuva, estava assim:
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| Sobravam 2 lugares... |
Não só vejo mais bicicletas estacionadas, como também as tenho visto a rolar. É difícil tomar o pulso à situação, não há números, mas eu vejo realmente mais ciclistas pelas ruas de Lisboa. Tenho apanhado outras pessoas de bicicleta em semáforos, coisa muito rara não há muito tempo atrás. Os encontros repetem-se, espero que se tornem mesmo rotineiros.
Ainda não estamos lá, por isso recordo quase toda a gente com quem me cruzo: uma bicicleta com pendura a circular à noite, a chegar aos Restauradores; ser ultrapassado pelo Paulo Guerra dos Santos na Av. 5 de Outubro; hoje vi mesmo vários outros ciclistas na Baixa, a enfrentar a chuva de Lisboa também com bicicletas de estrada já entradotas.
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| Já punha uns guarda-lamas... |
Toda a gente tem as suas estratégias para lidar com os dias de chuva. Eu tenho as minhas. Além de passar a vida a consultar o boletim meteorológico, a minha regra principal é muito simples: se estivera a cair chuva digna desse nome na hora de sair de casa, vou de transportes. Se não estiver a chover, mesmo que a previsão seja má, lá vou eu. Tenho um impermeável daqueles grandes tipo poncho, mas raramente uso, tal como as calças impermeáveis. Aquilo aquece muito e eu não vou gastar dinheiro em material mais respirável xpto. Em geral, acabo por usar só um impermeável mais levezinho, só a parte de cima, e se chover mesmo à séria quando estou a caminho, paro e espero. Tenho a vantagem de os meus compromissos serem bastante flexíveis, quero dizer, eu pelo menos acho que são...
Não tenho guarda-lamas montados na Raleigh, e bem tenho sentido a sua falta. Já vêm uns a caminho. É uma peça vital, sem eles a bicicleta e o ciclista rapidamente ficam num estado deplorável, mesmo que não chova, basta a estrada estar molhada:
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| Mais coisas para eu limpar |
O inverno lá se vai aproximando a passos largos, mas com alguma preparação é possível continuar a pedalar pelas ruas da velha Olisippo. Eu estou entusiasmado com o crescimento sustentado aparente do nosso ciclismo utilitário, não há semana que passe em que não abra uma nova loja, ou saia alguma coisa relevante na comunicação social sobre bicicletas, ou comprove eu próprio, empiricamente, no terreno, que eles andam aí. Mesmo à chuva.
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| Mmmmm, binho.... |
A minha não será a bicicleta mais indicada para o inverno, mas o nosso por cá nem é muito digno desse nome, e este ano vai ser mesmo à base de bicicleta de estrada jurássica. Espero ver mais dinossauros destes a rolar por Lisboa, tal como bicicletas e ciclistas de todo o tipo, mesmo quando o tempo não facilita.










