sábado, 2 de abril de 2011

Coincidências?



Não terei sido o único a reparar nisto: a data das eleições legislativas antecipadas coincide com o evento mais arrojado do ano a ter lugar em Lisboa, a World Naked Bike Ride Lisboa. A primeira coisa que me parece merecer um comentário é a falha indesculpável da presidência da republica na escolha da data, o evento da capital já estava marcado, não havia necessidade... Cavaco Silva certamente não comenta este caso, afinal ele normalmente abstém-se de comentar seja o que for.

A ironia da situação é difícil de ignorar, no Domingo 5 de Junho vamos a votos para escolher um governo que substitua o anterior, que nos deixou de tanga. Os organizadores do evento World Naked Bike Ride Lisboa (em inglês tudo tem muito mais classe, não é?) pela sua parte, propõem uma passeio em pelota pelas ruas da capital, do Parque Eduardo VII a Belém, para "contestar o domínio dos combustíveis fósseis e o actual sistema de transporte rodoviário".

Ora eu sou inteiramente a favor de contestar o domínio dos combustíveis fósseis e o actual sistema de transporte rodoviário. E todas as iniciativas em prol da mobilidade sustentável são de enaltecer e acreditem que eu aplaudo toda a gente que é capaz de sair do sofá e fazer realmente alguma coisa por aquilo em que acredita. Agora, será boa ideia organizar um evento deste tipo, num país conservador e cheio de preconceitos como é o nosso? Que imagem estaremos a dar do ciclo-activismo a uma sociedade atrasada, deprimida e com muito pouco sentido de humor? Não sei, não estou inteiramente convencido que este evento, apoiado entre outros pela FPCUB seja benéfico para a causa. Talvez também eu seja demasiado sério e conservador. Enfim, irei meditar sobre o assunto nos próximos tempos e logo decidirei se junto o meu corpinho esbelto ao protesto.

On other news, parabéns ao Sérgio Moura pela reportagem sobre as suas actividades fotográficas na cidade Invicta, que acabo de ver no noticiário da tarde da RTP. Desta vez os senhores da montagem até conseguiram elaborar uma reportagem sobre bicicletas sem usar a música dos Queen. Bravo. Se calhar afinal ainda há esperança.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bicicletas, Burocracia & Democracia

Autor: Rick Smith                                 www.yehudamoon.com

Pois é, já lá vão uns tempos desde a última vez que aqui estive. Não em frente ao computador, onde gasto uma apreciável parte do meu tempo, mas aqui, no Lisboa Bike, este espaço meio esotérico que constitui as páginas do blogue.

Venho juntar-me a toda a vasta comunidade virtual ciclista-utilitária e mobilidade-sustentável-orientada, todos os sete, para falar também eu um pouco sobre o já notavelmente famoso questionário do IMTT. Sim, alguns saberão o que penso da maioria das instituições do estado, mas continuo a pelo menos tentar ter uma atitude positiva em relação a estes assuntos: preenchi o questionário e enviei para "eles".

E numa altura em que somos solicitados para participar cívicamente em todo o tipo de processos democráticos, burocráticos e aristocráticos, porque não perder uns minutos com isto? É verdade que as respostas pareceram-me óbvias e chega a ser ligeiramente irritante preencher o inquérito, que de resto está tecnicamente fraquinho (ando a estudar Amostragem e Inquérito, é assim que se define, tecnicamente falando) mas aconselho mesmo assim toda a gente a fazê-lo. É bom para a... àquela coisa, como se chama... ...consciência!


Não haverá desse lado certamente paciência para ler todas as minhas respostas, por isso deixo aqui só dois exemplos das minhas soluções para as questões levantadas. Já se sabe que não há grandes consensos nestas matérias, por favor enviem o hate mail para aqui e deixem as abordagens mais civilizadas nos comentários.

Questão 1. Porque é que acha que em Portugal ou na sua cidade, a bicicleta não é um modo de transporte mais utilizado?

Há vários factores se conjugam para tal situação. Vou falar de Lisboa:

• Enorme excesso de trânsito automóvel na cidade.
• Urbanismo que tende a transformar ruas e avenidas em Autoestradas.
• Código da estrada tendencioso, injusto e perigoso, que na prática transforma o ciclista em cidadão de 2ª.
• Limites de velocidade inadequados em meio urbano, muitas vezes os 50 km/h são demais.
• Desrespeito grosseiro e constante dos limites de velocidade existentes por parte dos automobilistas e ausência total de fiscalização por parte das autoridades.
• Ignorância e falta de formação dos automobilistas, que não sabem como reagir perante um ciclista, tendo só a ideia geral que o ciclista “nunca tem prioridade”. 
• Existência de uma rede de ciclovias de péssimas características técnicas, com inúmeros cruzamentos perigosos, piso irregular e má sinalização. A rede não está interligada e a maior parte dos troços não vai a nenhum lado.


Questão 9. Neste Plano, qual deve ser, na sua perspectiva, o contributo das autarquias para a promoção das bicicletas e do modo pedonal?

As autarquias devem decidir de uma vez por todas se querem gerir verdadeiras cidades ou conglomerados de vias rápidas e parques de estacionamento. O nosso exemplo deveria vir das cidades do norte da Europa, infelizmente parece muitas vezes mais próximo dos modelos norte americanos, que nada têm a ver com a nossa realidade.

Sucintamente:

• Acabar com estacionamento público gratuito.
• Combater o estacionamento ilegal.
• Reduzir o número de faixas de rodagem, em geral.
• Aumentar a área dos passeios públicos.
• Baixar limites de velocidade para 40 ou 30 ou 20 km/h e fiscalizar ditos limites.
• Converter as avenidas transformadas em vias rápidas de novo em verdadeiras avenidas urbanas.
• Aumentar número de corredores e ruas exclusivas BUS.
• Dar acesso dos corredores BUS aos ciclistas.
• Fechar zonas históricas das cidades (permanentemente) ao tráfico automóvel.
• Aumentar zonas pedonais.
• Construir ciclovias segregadas (com sinalização adequada, piso realmente liso e uniforme, com prioridade e/ou semáforos nos cruzamentos) nas zonas onde os limites de velocidade não permitam a coexistência dos ciclistas com o trânsito motorizado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Uma bicicleta para Lisboa

Muita gente me tem perguntado: Que tipo de bicicleta é a mais indicada para um uso diário em Lisboa?

Enfim, na verdade ninguém me pergunta nada disso. Não conheço pessoalmente mais ninguém que queira começar a pedalar em Lisboa. Aliás, a maior parte das pessoas que conheço parece ter um ódio de estimação pelas bicicletas e por quem as usa, e consequentemente nem costumo falar com ninguém sobre o blogue. A não ser ocasionalmente para receber reclamações de amigos carro-dependentes que se sentiram ofendidos com alguma coisa que leram por aqui.

Mas vamos supor que era verdade, vamos supor que existe, perdido no cyberespaço, uma legião de Alfacinhas, fieis seguidores do Lisboa Bike, que anseiam só por uma resposta a esta inquietante questão para largarem o vicio da vaca sagrada e se fazerem às ruas da capital em duas rodas...

Pois ainda bem que perguntam! Eu andava mesmo com vontade de escrever sobre o assunto!

Se é verdade que basicamente qualquer bicicleta pode servir para um uso utilitário, haja vontade, também não se pode ignorar o facto de que as bicicletas, como os sapatos, têm características que as adequam mais a determinados fins específicos (já dizia o Mourinho). Por esta altura do campeonato, já me sinto com experiência para falar do assunto, não só por pedalar regularmente em meio urbano, como por ter experimentado ao longo dos anos vários tipos de locomoção a pedais. Como muita gente, a minha ligação às duas rodas sem motor chegou via actividades de lazer, leia-se BTT. E foi com uma BTT de gama baixa que dei os primeiros passos no fora de estrada.

A minha (ex) velha e fiel GT Avalanche, veterana de Portalegre

Uma bicicleta desse tipo, como a GT da fotografia, é uma arma urbana de capacidades nada desprezáveis. As BTT's são omnipresentes em Portugal e portanto, baratas. Têm uma posição confortável, mudanças que chegam e sobram, travões potentes, suspensões e quadro à prova dos buracos da capital, e não dão demasiado nas vistas quando estacionadas na rua. São leves quanto baste, cerca de 13-14 kg. Fica-lhes a faltar uma grade de transporte de carga, embora a maioria das BTT baratas tenham apoios para tal. Uns guarda-lamas e luzes e reflectores também dariam jeito, mas tudo isso são coisas que se podem comprar e montar à posteriori, embora os guarda lamas para uso urbano sejam mais difíceis de encontrar. Já os pneus cardados tanto podem ser uma bênção (nos buracos e zonas de fraca aderência) como uma cruz (não são propriamente leves).

Bicicleta de cidade alugada em Barcelona por este vosso escriba

Outra possibilidade interessante será comprar uma bicicleta de cidade de raiz. Estas podem ser mais difíceis de encontrar no nosso mercado, mas existem, como comprova a lista de links deste blogue. As vantagens deste tipo de bicicletas são a posição de condução extremamente cómoda, com o ciclista erguido  e com grande visibilidade. O equipamento costuma ser completo e incluir habitualmente descanso lateral, protecção da corrente, guarda lamas, sistema de iluminação com dínamo e grade porta bagagens. A estabilidade e o conforto são as características marcantes destes modelos, bem como a baixa manutenção, já que a sua transmissão está entregue na maioria dos casos a um cubo de mudanças, onde a agua e a sujidade não entram. Em contrapartida, oferecem (muito) menos mudanças e são mais pesadas, ultrapassando muitas vezes os 20 Kg, pelo que o seu uso em certos locais de Lisboa, como a Rua Vale de Santo António, será problemática.

Esta Dahon Mu P8 deixou saudades

Para quem faz uso dos transportes públicos e da bicicleta (seus malucos!) é boa ideia ponderar uma dobrável. Ou "desdobrável", como dizem os senhores que também vendem esse misterioso objecto que é a "bicicleta de passeio". Só as rodas pequenas já facilitam muito a arrumação e se for necessário, uma vez feita a transformação ocupará tanto espaço como uma mala de viagem. O problema destas bicicletas é serem um pouco caras. As alternativas baratas nunca me convenceram, porque uma bicicleta de roda de 20 polegadas (ou menos) é naturalmente instável, e se à equação juntarmos maus materiais, um sistema de dobra manhoso, que permita flexão do quadro, e uma engenharia de vão da escada, temos um produto saltitão, barulhento e que parece que se irá despedaçar a cada irregularidade da estrada. Bem construída, uma dobrável é uma pequena maravilha da técnica, muito ágil e surpreendentemente rápida.

A co-habitante testa uma dobrável de assistência eléctrica

Em Lisboa uma dobrável irá sempre sofrer com os buracos das nossas ruas, por causa do tamanho das rodas, mas é um compromisso interessante. Há no entanto outro pequeno problema, poucas vezes tido em conta: estas bicicletas, ao serem caras e vistosas nem sempre se podem deixar na rua. Mas por outro lado também não se podem levar exactamente para todo o lado. Bancos, salas de reuniões, salas de aulas, supermercados, há sítios onde mesmo dobradas não são bem vindas. Infelizmente é preciso não esquecer que nesta cidade é possível deixar um carro em cima do passeio todo o dia, na maior avenida do centro, e nada acontecerá, mas facilmente nos apontarão o dedo por entrar numa sala com uma bicicleta dobrada...


Que bike para Lisboa?

Todos os tipos anteriores de bicicletas são passiveis de uso urbano em Lisboa, mas não serão quanto a mim ideais. E terão reparado que deixei muitos tipos de bicicleta de fora desta lista, e não tal não será por acaso. As bicicletas de estrada são quanto a mim pouco práticas e demasiado frágeis, excepto talvez as mais antigas. As BTT's mais caras, construídas a pensar na competição, para uso quotidiano são pouco mais que uma piada. As recumbent são super-raras, pouco práticas numa cidade com colinas e sobretudo demasiado perigosas porque se tornam invisíveis no trânsito. E toda a onda de bicicletas de pista ou as single speed da moda são para uma minúscula minoria pseudo-ultra-cool e seriam demasiado perigosas nas mãos do cidadão comum (ou não-tão-comum-como-isso, já que decidiu optar pela mobilidade sustentável!). Podia ter incluído as maravilhosas bicicletas de touring, mas elas são raras por cá e algo dispendiosas. Faltou assim falar só de um tipo de bicicleta, quanto a mim a bicicleta ideal para Lisboa: a minha!

Gama de Trekking da KTM no Salão da bicla de 2009 em Santarém

As Bicicletas de Trekking, literalmente "bicicletas de passeio" (agora sim) são um tipo específico de bicicleta híbrida, e estão entre a bicicleta de BTT e uma bicicleta de estrada, com um mix de componentes utilitários pelo meio. Há muitas variações ao tema, estas biclas podem ter transmissão por desviador ou por cubo, podem ter guiador recto ou sobre-elevado (estilo BTT) ou mesmo ter um guiador de cidade. Podem ter muitos acessórios ou poucos, mas têm sempre roda 700, que suaviza as crateras da Av. 5 de Outubro, quadros resistentes tão leves como os de BTT, e uma boa posição de condução, descontraída e confortável, para um dia inteiro a desviar-nos de taxistas kamikaze. São muito estáveis, com uma boa distância entre eixos e as tais rodas grandes. Com um peso superior às BTT mas inferior às bicicletas urbanas, entre os 15 e os 18 kg, com muitas mudanças à disposição e muito conforto, as bicicletas de Trekking são quanto a mim a ferramenta ideal para o dia-a-dia em Lisboa, no estado actual da capital. Ou seja, estão aptas para chegar a todo o lado, longe das pseudo ciclovias e no meio do vale tudo da selva enlatada.

Conheço esta bicla de algum lado...

A minha Riverside 3 é uma bicicleta de Trekking com um cariz urbano e já foi objecto de uma review nestas páginas, pelo que me limito a deixar aqui umas fotos. Qualquer que seja a bicicleta, boas pedaladas!

Guiador de cidade

Grade porta-bagagens: indispensável

Protecção de corrente permite usar qualquer roupa


Avanço regulável

Punhos confortáveis, com ou sem luvas

Dínamo de cubo, o gerador para o sistema de luzes

Luzes e reflectores como manda a lei

Sem pilhas, sem preocupações, basta dar ao pedal e faz-se luz

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Gasolina a 1,5 Eur! E agora?


O Drama, a tragédia...

"Humanity's way of life is on a collision course with geology - with the stark fact that the Earth holds a finite supply of oil."


Sempre que o preço dos combustíveis sobe de maneira mais evidente, a comunicação social apressa-se a fazer eco das queixas e lamurias dos automobilistas revoltados, que não compreendem o porquê da situação.

Esta semana o preço da gasolina estabeleceu novos recordes em Portugal e as TV's voltaram a fazer as peças do costume, ensaiando algumas explicações, mas sempre dando imenso tempo de antena a umas pobres almas pouco esclarecidas, a quem parece que o mundo ira desabar se tiverem que sentar o rabo num qualquer transporte público. A RTP esteve especialmente infeliz, ao fechar a sua reportagem com umas perguntas feitas em tom jocoso a um ciclista, que tinha ar de sem abrigo. Todo um cliché de preconceitos. 

Senhor Zé do Volante, senhores jornalistas, tentem interiorizar estas noções extremamente simples:

- O petróleo é finito.
- Cada vez se descobrem menos poços novos.
- Cada vez gastamos mais petróleo, a nível mundial.

O que é que acontece ao valor de uma substância que escasseia mas tem muita procura? Sobe? Desce?
Sobe muito?? As pessoas preocupam-se com pormenores, se a culpa é da Galp, se a culpa é dos especuladores, dos mercados, se é dos Árabes...O que é que isso interessa? Os combustíveis aumentaram e vão continuar a aumentar. É inevitável. Vivam com isso.

Se pararem de procurar bodes expiatórios, talvez as pessoas percebam que estão viciadas num estilo de vida baseado no consumo de um produto caro, cada vez mais raro e que provem de paragens longínquas. Dá-se o caso de que esse estilo de vida também arruinou os nossos centros urbanos e originou problemas ambientais que só agora começamos a compreender. Eu por enquanto não vejo ninguém a usar menos o carro, nem sequer a circular a velocidades menos assassinas, coisa que só por si já poupava uns cobres, para não dizer vidas.

Por isso eu digo, que venha a gasolina a 5 Eur por litro! Talvez seja isso que leve alguns a finalmente pensarem em alternativas sustentáveis, ecológicas e baratas. E com muito mais qualidade de vida.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Em campanha



Este vídeo não será o mais eficaz a passar a mensagem, a julgar pelos comentários, mas mostra pelo menos que existe a preocupação, noutras paragens, de alertar para a presença de ciclistas na estrada. Sempre que me deparo com alguma campanha de sensibilização deste género, sou recordado do facto de que em Portugal, a prevenção rodoviária é coisa que há muito não existe.

Dir-se-ia que nos últimos anos (ou décadas) o estado português abdicou por completo de qualquer tipo de esforço para educar, alertar ou influenciar os comportamentos nas nossas estradas. Apesar de investimentos massivos em novas vias, sobretudo auto-estradas, e da melhoria substancial da qualidade do parque automóvel, os portugueses continuam a conduzir muito mal e a matar-se em grandes números. Muitas destas modernas vítimas são peões e motociclistas, ou seja, aqueles que não andam permanentemente com uma armadura de metal à sua volta. Os ciclistas fazem também parte deste grupo e, à medida que os seus números aumentam e o comportamento agressivo e displicente dos automobilistas não se altera, que poderemos esperar das estatísticas no futuro?

Não há muito tempo escrevi à ANSR, a actual entidade oficial com competências na matéria. Queria saber se tinham alguma campanha prevista ou em curso que visasse a utilização dos modos suaves. A resposta, que tardou meses, foi elucidativa: não só não tinham nada previsto, como pareciam achar a ideia descabida.

E no entanto, a ideia não parece descabida em países europeus que apresentam números de sinistralidade bem menos vergonhosos do que os nossos. Até fora do espaço comunitário há bons exemplos a seguir, como esta campanha de Singapura, promovida por privados:

Boas ideias do Oriente

Não seria este o tema que desejaria para o primeiro post de 2011, mas não é ignorando os problemas que alguma vez os vamos resolver. Neste ponto, e só neste ponto, tenho de concordar com o ReichFüher Barbosa, o estado parece que se demitiu completamente das suas responsabilidades em matéria de segurança rodoviária. Por um lado fala-se muito em mobilidade sustentável, por outro lado tudo o que o estado faz é encerrar caminhos de ferro, construir auto-estradas e vias rápidas e fechar constantemente os olhos às transgressões dos automobilistas. Também neste capitulo estamos a divergir dos nossos parceiros europeus.

Se não podemos contar com o estado, talvez devam ser os privados a organizar campanhas de sensibilização como a singapurense. Afinal, quantos automobilistas realmente sabem os perigos a que estão a expor um ciclista quando, por exemplo, o ultrapassam sem deixarem uma margem segura? Há muita ignorância na estrada, além da má vontade.

As organizações com os conhecimentos e a vontade necessária existem, como a FPCUB. Já pagaram as cotas deste ano?